sexta-feira, agosto 1

Uma excelente apresentação faz muita diferença

Existem lições de planejamento que só se aprende com o dia a dia. E uma das mais importantes para mim, recentemente, é a importância de se fazer uma boa apresentação.

Pode parecer uma afirmação quase óbvia, mas a verdade é que, via de regra, grande parte dos planners se preocupam mais em colocar tudo o que pensaram em seus slides, do que necessariamente em transmitir a informação de forma interessante para os clientes.

Assim como consumidores, nossos clientes, ainda que homens e mulheres de marketing, são ávidos por serem encantados. Tudo bem que eles adoram números, fatos, argumentos. Mas, e se tudo isso vier num pacotinho bem apresentado com criatividade, inteligência e simplicidade?

Uma linha comum entre planners mais experientes é construir a apresentação quase como uma estória, com vídeos, imagens e sons que dinamizam a compreensão de assuntos tão técnicos como diagnóstico, estratégia, posicionamento.

O problema é que cada plano assim exige tempo e envolvimento redobrado - além do próprio processo de planejar, tem-se de fazer uma excelente apresentação.

Particularmente tenho buscado o caminho do meio para o cotidiano de uma agência de fluxo intenso e poucos profissionais. Tenho procurado realizar apresentações mais bem formuladas do que o simples powerpoint, incrementando-o, mas sem necessariamente 'viajar' demais.

Percebo que a riqueza de uma apresentação para planners não está apenas num excelente powerpoint, flash, ou seja lá o programa ou suporte utilizado - mas no todo.

Boa capacidade de oratória, fluência no falar e transmitir o conteúdo, um ambiente agradável, a adoção do estilo correto para o seu cliente, entre outros, formam um conjunto harmonico que permite que as boas idéias sejam bem transmitidas e conquistem seu público-alvo imediato: quem paga a conta da agência.

Neste sentido, quero sugerir algumas dicas:

- Ambiente influencia muito. O cliente na sua empresa se sente muito seguro, na agencia, se sente um pouco acuado. Mas num ambiente mais neutro, a mente flui e ele fica mais aberto para ouvir, discutir e pensar nas nossas idéias.

- Gerar expectativa abre portas. Antes de uma grande apresentação, ou mesmo nas dos dia a dia no cliente, sempre é bom gerar uma curiosidade antes sobre seu plano. Deixa o coração mais molinho. hehe. Mas não é bom exagerar. Pertinencia, simplicidade e criatividade são fundamentais.

- Transmita a essência e conte o resto depois. Tradicionalmente, os planos são assim: uma análise e diagnósticos longos, uma expectativa na hora das estratégias e posicionamento, e só depois as peças da criação. Aqui a idéia é ir crescendo até o gran finale. O problema é que no meio do caminho, o cliente já está ficando um tanto exausto. Tenho tido boas experiencias apresetando rapidamente a analise e diagnóstico e chegando logo a apresentação do conceito criativo, e depois fazendo uma meia volta para apresentar os detalhes da analise e o plano de ação - tudo sempre se rementendo ao conceito. Fica até mais facil, porque o cliente vê a cristalização prática do que você está apresentando.

Pós

De outro lado, depois de um plano bem sucedido, vende-lo como um verdadeiro case é outra receita importante para planejadores e, sobretudo, agencias.

Como referência de uma boa apresentação pós plano aplicado, deixo aqui o vídeo da Bullet para o case famoso e premiado da Kibon.

Case - promoção Kibon "iPod no palito"

quarta-feira, julho 30

Nos EUA, 1/5 da população assiste tv via web

Leiam o texto. Depois os comentários.
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Um quinto dos norte-americanos que assiste TV está deixando o meio para conferir os programas no horário nobre via web, em especial mulheres que trabalham. O dado foi constato por meio de pesquisa realizada pela Integrated Media Measurement Inc. (IMMI).
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O estudo mostrou ainda que 50% das pessoas que assistem TV pela web optam por essa mídia para ver programas assim que eles se tornam disponíveis e "demonstram estar começando a usar o computador como um substituto de seus aparelhos de TV", segundo apurado.

A outra metade usa a internet para assistir programas que eles tenham perdido na TV ou para assistir de novo programas e episódios que já tenham visto, de acordo com a IMMI.

Segundo Amanda Welsh, chefe de pesquisas da IMMI, "este é o primeiro estudo que mostra que há uma quantia significativa de pessoas assistindo programas no horário nobre pela internet e que não estão assistindo parte desses programas pela televisão".

O estudo mostra que o maior grupo de pessoas que assistem TV pela internet é formado por mulheres brancas, de alto poder aquisitivo, de nível escolar elevado e que trabalham, da faixa etária de 25 a 44 anos.

Foram pesquisadas 3 mil pessoas em Nova York, Chicago, Los Angeles, Miami, Houston e Denver para a pesquisa, que tiveram sua navegação na internt monitorada por um software instalado pela IMMI.

Com informações da Reuters.
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Comentários
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Esta pesquisa tem algumas lições valiosas.
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1. Mais do que uma guerra novas tecnologias versus velhas tecnologias, vemos a internet como uma extensão da tv, uma continuação que acrescenta e reforça os conceitos de integração dos suportes e mídias.
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2. A tv não vai morrer, e isso não se deve apenas à tv digital, mas sobretudo porque as pessoas continuam gostando de tv. A diferença é que agora elas podem 'levar a tv' para onde quiserem através da web.
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3. Relembrar o passado não é uma oposição a Inovação, o que demonstra a necessidade de olharmos com mais atenção para a manutenção ou mesmo reedição daquilo que é sucesso de comunicação, frente a comum atividade de inventar tudo de novo.
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terça-feira, julho 29

Case Pedigree

Lendo o Blue Bus, encontrei este relato do case Pedigree escrito pela Patricia. Vale a pena.
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Uma marca que faz o que diz
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O case Pedigree foi o 1o exemplo hoje aqui na Conferência de Planejamento, em Miami, de uma marca que resolveu redefinir o seu propósito e ditar todas suas açoes a partir dele. Na essência, a Mars, dona da marca Pedigree, percebeu que para continuar crescendo precisaria deixar o lugar do meio - de um lado ela era pressionada pelas marcas próprias dos varejistas; de outro marcas premium se posicionavam como especialistas em comunicaçao. A saída foi se voltar para o consumidor e buscar um insight que tornasse a marca ainda mais relevante.
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Como quase sempre acontece com idéias geniais, foi só olhar para o óbvio e se apropriar do envolvimento emocional que os donos têm com seus cachorros. Segundo John Anton, diretor de marketing da Pedigree, 65% dos proprietários de animais de estimaçao colocam o cachorro nas fotos de família e 16% chegam a fazer festas de aniversário para seus caes.
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Pois bem, a Pedigree passou a colocar os caes no centro de tudo e chegou no conceito Dogs Rule. Agora, tudo que a empresa faz é pelo amor aos cachorros. Por isso, os funcionários podem, por exemplo, levar os cachorros para trabalhar ou colocar uma foto do seu animal no verso do seu cartao de visita.
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A melhor parte do case foi a apresentaçao da campanha 'The Pedigree Adoption Drive', veja anterior no Blue Bus aqui. Cada vez que você compra uma embalagem de Pedigree você faz uma doaçao para entidades que promovem a adoçao de cachorros. Para divulgar esta campanha, que obviamente está presente em várias mídias, da embalagem a internet, foram feitos filmes inusitados para a categoria.
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Os caes aparecem atrás das grades, o que fez 14,000 consumidores entrarem em contato com a empresa para saber como poderiam adotar um deles, o Eko clique na imagem abaixo para ver um dos comerciais. Muito corajoso e extremamente envolvente. O resultado sao vendas que crescem 2 dígitos a cada ano, desde o lançamento do Manifesto Dogs Rule, em 2005.
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Fonte: Blue Bus


Briefing: inventar o sinal de pare.

E se uma agência de propaganda tivesse de inventar o sinal de pare, como seria? Vejam e se divirtam.


sexta-feira, junho 20

Sociedade das idéias

Video com palestra do Ken Fujioka e Daniel de Tomazzo, na Conferencia de Planejamento do GP em 2006. Tema: Sociedade das idéias.

O que é planejamento?

Pesquisando na net, encontrei o site do Grupo de Planejamento do Rio Grande do Sul. Eles apresentam um 'pequeno' texto sobre O que é Planejamento. Simples e direto. Vale a pena ler, seja para apreender, relembrar ou se assustar (coisa do tipo: nossa, como tem coisa para eu aprender).
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O que é planejamento?
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Essa é uma das perguntas que a maioria das pessoas, ligadas ou não à área de comunicação, costumam fazer a respeito da disciplina. Por isso, também foi um dos primeiros questionamentos que o grupo levantou nos encontros iniciais.
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O conceito clássico de planejamento é “o processo de guiar ou facilitar o processo de comunicação pela aplicação de conhecimento sobre o consumidor e o mercado”.
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Na prática, porém, o papel de um profissional de planejamento vai muito além disso. Ele incorpora muitas funções, que podem variar do tipo de empresa, do perfil da agência, ou de outros fatores, o que o torna um profissional verdadeiramente multidisciplinar. Entre os papéis mais conhecidos, podemos citar:
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• Pesquisador de mercado – Origem de muitos planejadores, é a também a espinha dorsal do trabalho. É preciso saber desenhar, conduzir, analisar e relatar pesquisas de forma objetiva. • Analista de dados - O planejador assegura que todo dado relevante tenha sido analisado apropriadamente antes das decisões de marca. Isto abrange não apenas pré-testes, mas dados de vendas, tendências, demografia, etc. Significa enxergar a história por trás dos números, com senso comum, intuição e clareza de pensamento.
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• Moderador de Grupos de Discussão Qualitativo – É onde o planejador se aproxima mais do target, vendo o mundo sob a sua ótica. Nesse papel, ele é ao mesmo tempo psicólogo e intérprete.
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• Central de Informações – Conhecimento é pedra fundamental do planejamento. E saber onde procurar para descobrir coisas é chave. É uma das pontas mais visíveis do trabalho de planejamento, tangibilizando um trabalho tão subjetivo, e que agrega muito valor ao clientes.
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• Antropólogo Social – Com o mundo mudando o tempo todo, é cada vez mais importante para pessoas criativas estarem em contato com a evolução das tendências culturais e sociais, para garantir relevância no que se faz e aplicar com velocidade o novo conhecimento.
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• Voz do Consumidor – Uma definição clássica, mas ainda atual. Implica em garantir que a compreensão sobre o comportamento do consumidor seja trazida a todos os estágios do desenvolvimento da comunicação, pois nem sempre as pessoas que trabalham nos processos são do target envolvido.
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• Pensador/Desenvolvedor de Estratégias - Quem enxerga o todo é quem tem condições de formatar as linhas estratégicas. Assim, o planejamento pode criar estratégias para amarrar com as intenções gerais do cliente e orientar todo o esforço de marca, deixando todos conscientes das questões-chave e determinando o papel da comunicação para aquela situação em análise.
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• Planejador de Mídia e de Comunicação - A integração das mídias tem sido a estratégia de crescimento de muitas agências, e é cada vez mais importante o planejador entender o papel estratégico e a eficácia das diferentes mídias, por target e categoria, para utilizá-las no atingimento dos objetivos de marca.
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• Consultor no Desenvolvimento de Novos Produtos - Estar presente ao nascimento de um novo produto ou serviço, participando do posicionamento, da criação de nome, da testagem e do lançamento, é uma das experiências mais interessantes e agregadoras para um planejador.

Mas há muito mais. Os planejadores também precisam ser adivinhos, ver o que ainda ninguém viu. Precisam ser polemistas, pois do pensamento original nascem grandes idéias. Precisam escrever briefings criativos, facilitar brainstorms, coordenar endomarketing nos clientes, organizar processos, desenvolver projetos...

E durante a execução de todos os papéis acima, ele sempre vai estar garimpando insights. Insights que vêm do consumidor, do mercado, da cultura do cliente, da concorrência, dos valores da marca, em fim, de qualquer lugar. E que podem mudar o negócio do cliente.
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Fonte: GPRS

Como fazer propaganda atual


Recado curto e bem dado pelo Fabiano Coura. Vale a pena ler

"Pude perceber pelas perguntas dos youngs na palestra da Naked que essa nova geração de criativos entendeu o recado: as campanhas mais bem sucedidas em mercados cuja mídia se encontra em alto estágio de fragmentação precisam ser concebidas como um "presente" para os consumidores.
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Eles farão o trabalho de comentar sobre elas e impulsionar sua mensagem. É como se o começo da estória pudesse ser contato pelas agências, que não poderiam identificar o "meio" e tão pouco saberiam definir quando suas campanhas chegariam ao fim... porque na web as mensagens não tem fim."

Fonte: www.fabianocoura.com

O que você faria em 15 minutos?


Vi esta pesquisa no blog do Fabiano Coura e achei bem interessante para nossa área.
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Ela apresenta o que jovens americanos com idade entre 14 e 29 anos fariam se tivessem 15 minutos de tempo livre. Acompanhar redes sociais e falar no celular saem na frente, reafirmando o poder da interação em nossos dias.
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Mas, o curioso está no terceiro lugar: o bom e velho 'assistir tv'! À frente de 'utilizar a internet' e 'jogar video-game', ser telespectador puro e simples ainda agrada muitaaa gente.
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Talvez isso seja o residual de um tempo em que a tv era a líder de preferência, perdendo seu posto para meios que permitem a via de interatividade. Contudo, creio que a tv tende a manter este posto em virtude da crescente integração dos suportes digitais.

Ainda vemos e vivemos a web, o celular e a tv como suportes distintos. Mas o futuro já aponta claramente a união destes para a (re)criação de plataformas. E o melhor: não precisamos esperar, pois ela já está aí na sua porta.

quarta-feira, junho 18

Mês dos Namorados Buriti Shopping


Para estimular vendas e aumentar o ticket médio das compras para o Dia dos Namorados no Buriti Shopping, desenvolvemos uma estratégia de 'compre e ganhe com acréscimo'.

A proposta de brinde - 2 colares com um pingente cara-mentade banhandos a ouro 18k - foi escolhida por proporcionar uma experiência de relacionamento contínua entre os clientes, característica que segue o conceito de trabalho do shopping atualmente.

Com uma campanha bem estruturada, a divulgação alcançou o público do shopping e estimulou a aquisição do brinde.

Em menos de 15 dias, mais de 2000 brindes foram entregues a apaixonados clientes. Este número foi acima do esperado, o que gerou um pouco de correria para confeccionar mais peças - mas que trouxe uma satisfação imensa para nós!

Planners: Sérgio Filho e Emerson Pereira
Agência: Jordao Publicidade

Para clientes

"Deu no AdAge: "If You Want Better Work, Try to Be a Better Client"

Beau Fraser, Managing Director da The Gate Worldwide, escreveu há algumas semanas para o AdAge sobre como, às vezes, os clientes precisam reconhecer que suas atitudes causam empecilhos para a criação de grandes idéias por parte de suas agências.

E ele afirma isso basicamente por 4 coisas:

1. Clientes tratam o marketing como um pit stop, não como profissão - o marketing muitas vezes é tratado como mais um departamento dentro do plano de carreira dos clientes e não como uma profissão central para o business.

2. Clientes carecem de coragem - muitas pessoas de marketing costumam fazer coisas com base no que sempre foi feito, evitando a chance de errar e dificultando muito o surgimento de idéias inovadoras.

3. Clientes não são alinhados - depois de muitas apresentações para pessoas diferentes não é difícil aparecer alguém, que é de fato o tomador de decisão, que não gosta da idéia e obriga o processo a recomeçar.

4. Clientes baseiam decisões em pessoas muito júnior - nos clientes, algumas decisões importantes são tomadas por pessoas júnior, que podem ser muito inteligentes, mas não têm experiêcia suficiente para colocar os pontos finais nas histórias.

Fonte: Grupo de Planejamento


Yes We Can

Não tenho acompanhado de perto as eleições americanas, mas quando vi este vídeo, confesso que me interessei bem mais - pelo lado da comunicação.

Promovendo o tema We Can Change, este simples e bem elaborado video consegue, de forma bem significativa, envolver quem o assiste.

Interessante é a forma como ele projeta o processo de 'representação', que é uma das bases da democracia. Há uma relação dupla de o 'povo' falar as palavras do 'candidato' e o candidato representar a voz do povo.

Isso nos proporciona uma pequena lembrança da importânica de envolver e enganjar as pessoas numa idéia forte - we can change - e não numa promessa.

Yes We Can - Barack Obama Music Video

Dia dos Namorados Vivo DF





Últimos trabalhos.

Com foco em promover a marca Vivo e estimular vendas no pdv, desenvolvemos uma ação promocional bem descontraída para envolver casais em shoppings de Brasília e região.

Criamos um telefone de cordão - daqueles que fazemos quando crianças - e convidamos os consumidores a se divertirem com o 'brinquedo'. O discurso é mais ou menos assim:

- Lembra da história do telefone sem fio?
- Pois é, a idéia é que vocês usem esse daqui pra dar uma dica, um sinal de alguma coisa que ele tem ou que ela tem e que vocês acham que dá pra melhorar...
- Pode ser alguma mania, pode atitude, uma situação, tá legal?
- Mas tem que falar uma vez só e rapidinho, vamos lá.


A brincadeira acontece, e logo depois os promotores perguntam:

- E aí, entendeu o que ela falou?
- Viu, se você tivesse usado um Vivo pra falar isso ele tinha entendido há muito tempo. - Então aproveita a promoção do Dia dos Namorados e fale tudo isso por cinco centavos o minuto.
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O resultado foi muito legal. Dezenas de pessoas participaram da ação nos shoppings e as vendas cresceram no pdv.

- Planner: Sérgio Filho
- Co-planner: Emerson Pereira

Scuppies: os novos yuppies



Scuppie é a sigla para Socially Conscious Upwardly-mobile Person (pessoa socialmente consciente e antenada nas novidades tecnológicas), uma espécie de eco-geek abastado.

Trocando em miúdos, são aqueles que prezam a qualidade de vida, seguem a moda, viajam, adotam novas tecnologias e preocupam-se com dinheiro ao mesmo tempo em que se importam com o meio-ambiente e as causas sociais.

O termo foi criado pelo americano Chuck Failla, empresário do setor financeiro em Nova York. E trata de um mix de Hippies e Yuppies. O site Scuppie.com elucida um pouco mais o assunto. E traz ilustrações divertidas, como a acima, na seção graphics.

Fonte: Posted by Paula Rizzo - Grupo de Planejamento

Não tenho um blog nem uma matriz pronta. Doutor, é grave?

Excelente artigo de Walter Susini, publicado hoje no site do Grupo de Planejamento. Vale muito a pena ler.
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O que pode interessar a um planejador?

Com toda essa leva crescente de novos antenados, blogueiros, modernos, cool, planejadores globais, é difícil para um planejador que não teme parecer um dinossauro e pertence à velha guarda que começou a planejar antes da internet achar alguma coisa que eles julguem interessante.

Não tenho um blog. Esta informação sem dúvida deve horrorizar muitos de vocês. Não tenho porque a minha vida não tem coisas tão mirabolantes para contar, a cada dia ou mais de uma vez num só dia (nem Salgari tinha uma vida interessante para contar, ainda que sua imaginação fervilhasse mais que a de muitos planejadores).

Não gosto de trends. A nova cueca de pelúcia vestida pelos roqueiros da Papuasia não me dá frêmitos de prazer nem me estimula grandes pensamentos estratégicos.

Não gosto de ler cases de marketing nem de planejamento, assim como acho chatos e inúteis os livros que falam de “how to build super duper brands” ou “ikea, o milagre da madeira sueca”.

Não tenho modelos, formatos nem matrizes de planejamento para vender como novos milagres de estratégia. Não acredito em formatos nem em modelos. Encaixotam a cabeça, tornam a mente preguiçosa.

Odeio os novos acrônimos, scuppies, tweens e quantaltro. Acho o TED um dos poucos lugares hoje dignos de passar mais de uma meia hora na internet (desde que depois você pegue um livro ou garimpe a história das pessoas que participam no TED).

Se você chegou até aqui e ainda está interessado no que eu tenho a dizer, vou falar do que gosto e acho que pode ajudar a ser um planejador de algum sucesso como gostaria que os planejadores fossem.

Gosto de Zeca Pagodinho. Há mais insight nas musicas dele que em qualquer site de Russell Davies.

Gosto muito mais do que Sex and the City fala sobre a mulher moderna do que a opinião de uma socióloga brega de saia justa.

Gosto de Titanic e de E o Vento Levou, que usam os arquétipos mais antigos do amor reinventando-os em histórias que fazem chorar e esperar que o barco não afunde (sigh).

Gosto de ler lendas gregas. Cada uma delas me surpreende pela quantidade de insight e valores humanos que me ensinam; o cinema de Hollywood entendeu isso cem anos atrás e continua pescando as tramas de todos os seus filmes nos arquétipos das histórias antigas.

Gostaria que os planejadores assistissem à televisão, e não se vangloriassem de não fazê-lo. Gostaria que os planejadores assistissem a mais filmes dos anos 70, lessem mais livros de poesias, obras de Canetti, Dostoievski, Machado de Assis e menos livros de marketing e propaganda.

Gosto das paranóias de Woody Allen e da comédia italiana. Gosto de Rocky, Scarface e Godfather (quem quiser ver como os arquétipos do herói, do anti-herói, do ajudante mágico são usados nos filmes hollywodianos, nada melhor que assistir 20-30 vezes ao capolavoro de Coppola).

Gostaria que cada planejador nessa terra tirasse 2 horas para assistir (no lugar das histórias engraçadinhas do Youtube) a no mínimo um filme de: Kurosawa, Welles, Kubrik, Bergman, De Sica, Hitchcock, Lang, Mizoguchi, Keaton, Coppola, Bresson, Fellini, Kieslowski, Cimmino e Pasolini.

E, mais que tudo, gostaria que os planejadores não desejassem ser a estrela da propaganda. O palco é dos criativos. Nós somos o motor, o diretor atrás do palco. Não precisamos de aplausos, nem de flores.

Eu jamais quis ir a Cannes (e morava a 2 horas de distância) até que virei cliente (e, também como cliente, me dei conta que não era o lugar para mim depois de 20 minutos...). By the way, 2 meses depois do evento se você quiser pode comprar o CD com todos os filmes.

Gostaria, enfim, que os planejadores entendessem claramente que não existe estratégia sem execução. Um planejador não é nada sem um criativo, mesmo no caso dele ser um grande mau caráter.
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Por Walter Susini
Veja aqui

quinta-feira, fevereiro 28

Profissional de planejamento: um valioso instrumento de navegação

A função mais básica da disciplina de planejamento é criar idéias que tenham a capacidade de gerar sucesso para as marcas e negócios do cliente, predominantemente através da comunicação.

Para que isso seja possível, é necessário que o profissional de planejamento tenha mais do que habilidades profissionais específicas; é preciso ter também algumas características particulares em seu DNA e em seu caráter. É preciso ter espírito de planejador pra ser um bom planejador.

Como muitas vezes o planejamento é visto como aquele que orienta, direciona, aponta o caminho e faz o cliente chegar onde queria, gostaria de fazer uma analogia entre o profissional de planejamento e o mais conhecido instrumento de navegação da humanidade: a bússola.

Assim como a bússola, que nos orienta através dos quatro pontos cardeais, acredito que o bom profissional de planejamento deva ter, também, quatro características fundamentais.

A primeira delas, e talvez a que mais deva ser valorizada num planejador, é uma alma curiosa. Aquela que o faz seguir em direção ao Sul e se aprofundar devidamente no conhecimento que o projeto, o contexto, a marca demanda. O bom planejador — e tenho a sorte de trabalhar e já ter trabalhado com alguns dos melhores do mercado — está sempre perguntando, questionando tudo, inclusive a si mesmo.

O planejador quer sempre saber o porquê das coisas, as causas e efeitos, as opiniões, impressões e reações das pessoas ou públicos de interesse. Esse espírito de constante curiosidade faz com que esse profissional ache oportunidades onde ninguém viu, identifique problemas que o cliente não detectou, veja as coisas de um jeito novo, diferente e original.

Isso nos leva à segunda característica que, como cliente, mais valorizo num planejador: uma visão de negócios.O planejador deve estar em constante contato com os resultados da estratégia por ele orientada para o meu negócio. É saber olhar para o Norte da marca, avaliando inclusive como fazer e quanto falta para chegar lá. Planejador que é bom de insight criativo e ruim de visão de negócios para mim só utiliza parte de sua capacidade de agregar valor ao cliente.

A terceira característica que mais valorizo — e é crítica para o sucesso de um profissional de planejamento — é sua capacidade de comunicação, ou seja, a habilidade de vender idéias e fazer com que elas sigam rumo ao Leste, adiante numa curva ascendente.

O bom planejador sabe racionalizar e explicar aquilo que é abstrato; sabe inspirar a criação, sabe trabalhar em conjunto, sabe vender o projeto para o cliente e sabe como ajudar o cliente a vender seus projetos dentro da empresa.

A quarta característica fundamental poderia facilmente representar o Oeste da minha analogia, pois diz respeito a saber olhar para o lado, a saber trabalhar em equipe e agregar insights. Afinal, o planejamento não tem fronteiras e, muitas vezes, um bom projeto de planejamento conta com um conjunto de habilidades e perspectivas de outras áreas da agência, como criação, atendimento, mídia e ativação, além do próprio cliente.

O papel do profissional de planejamento nesse processo é liderar e conduzir o pensamento para que o resultado seja o melhor possível. Planejadores raramente são autores únicos dos projetos nos quais estão envolvidos, e freqüentemente articulam a participação e coexistência de várias áreas da agência. E, por essa razão, a última das quatro características que mais valorizo em um profissional de planejamento é essa generosidade.

A generosidade de “jogar” uma idéia na mão de outros departamentos para ver como ela se desenvolve, para ajustar ou complementar com inteligência e argúcia uma idéia de outra pessoa, estimulando o pensamento em conjunto e a participação de todos no processo — como um navegador que sabe que, para se lançar em mares inóspitos e alcançar o porto seguro, é preciso haver harmonia e contribuição de toda tripulação.

Por Luca Cavalcanti :: 18 de Fevereiro de 2008 - Edição 1296
http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Artigo.jsp?id=1522